Resenha - Meu nome é Amanda - Dica da Nathy

30/09/2016

Resenha - Meu nome é Amanda


Maroto que é maroto se encontra aqui! E aqui você não precisa dá joinha não. Então vamos lá conhecer a vida e o mundo de Mandy Candy
  


Título do livro: Meu nome é Amanda

Autor(a): Amanda Guimarães

Preço: R$19,50 (Paguei R$: 14,60 na promoção rsrs)

Ano: 2016

Editora: Fábrica 231

Páginas: 136



Sinopse: Com mais de 245 mil inscritos em seu canal no Youtube e vídeos que alcançam mais de um milhão de visualizações, a Youtuber Mandy Candy conta sua história em livro. Nascida em Gravataí, no Rio Grande do Sul, Amanda nasceu num corpo de menino do qual sempre se sentiu desconectada. Ela juntou dinheiro e aos 19 anos, com o apoio da mãe, foi para a Tailândia fazer a cirurgia de redesignação sexual. Em seu canal no Youtube, ela fala, entre outras coisas, sobre feminismo e identidade de gênero, e faz enorme sucesso entre os adolescentes. No livro, Mandy conta tudo sobre bullying, sua fase de transição e sua trajetória até se tornar uma das youtubers mais conhecidas da internet.

Trechos do livro: 


"Nesse dia minha confusão sobre quem eu era ficou maior ainda, porque então eu achava que era um menino homossexual, mas como eu poderia ser gay se eu não queria ser vista como homem pelo cara que eu estava beijando?"

"Posso dizer que sofri piadinhas durante toda minha vida – e para falar a verdade ainda sofro com elas. Recebo diariamente xingamentos como trap, cilada, traveco, armadilha, homem capado, mulher kinder ovo, etc. Além disso, algumas pessoas me chamam de abominação (usando Deus como escudo), outras me mandam mensagens desejando que eu queime no inferno, chego a me sentir o anticristo!"




"Sempre fui muito esforçada em tudo o que eu faço. Infelizmente, quem é diferente em algum aspecto, seja por ser trans, gay, seja por qualquer coisa, até gostar de um estilo, ser tatuado, não importa, quem se destaca na sociedade por qualquer motivo precisa se esforçar três vezes mais do que o restante das outras pessoas para conseguir respeito no trabalho."


"Vocês sabiam que a taxa mundial de suicídio entre transexuais é vinte e seis vezes maior que entre pessoas cis? Entendam que preconceito literalmente mata pessoas trans, e a nossa expectativa de vida é baixíssima ."

Resenha: 

Amanda é linda, inteligente, esperta e confiante. Nem tudo era flores. O espelho era o terror de sua vida, ela não se identificava com o que via. Motivo? Amanda nasceu menino. Seu corpo não era sua 'casa'. Ainda criança, sua mãe perguntava o que ela gostaria: "de ser menina", dizia. Ao longo da adolescência, ela buscou ser o que para ela era fato. Uma mulher.

Amanda conta sua trajetória em família, com uma mãe batalhadora que sustentava a casa com pouco dinheiro e muito amor. O bullying e o preconceito que teve na escola e no trabalho. Por medo, repetiu dois anos por faltas, fingia que ir a escola. No trabalho sempre tinha fofocas sobre sua sexualidade. E sua briga diária com sua identidade/Rg, gerando conflito com seu nome masculino e sua aparência feminina.

Apesar de ter passado por vários conflitos e experiências dolorosas, ela deixa claro sempre teve muito apoio da família, diferente de muitas pessoas que são transgênero.

Na opinião de  Amanda, os adolescentes devem sim ser orientados sobre sexualidade pela sociedade, família e escola. No Brasil, existem políticas públicas para essa população, mas Amanda aponta que o processo é demorado, e só prolonga o sofrimento. Morando em Hong Kong, casada e trabalhando, ela superou suas dúvidas, mas ela é uma exceção. Que sua história sirva para outros jovens na mesma situação.

Minha opinião:

Confesso que tinha um "pré-conceito" com esses livros de Youtubers. Pois não é que seu livro me surpreendeu! Achei bastante rico e tirei toda aquela paranoia sobre esse tipo de livro. 

Um livro que vale muito a pena ler, uma leitura rápida e dinâmica, também o livro só possui 136 páginas. Uma linguagem de fácil entendimento, já que voltada para o público jovem.

Dei muita risada com o livro, mas, teve momentos que eu queria está lá ao lado dela para falar um monte para essas pessoas preconceituosas.

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